18 de dezembro de 2015

Novos planos para novos anos e novas mentalidades

Há duas alturas do ano que são importantes para mim, no que aos objectivos diz respeito: o mês de Setembro e o fim de Dezembro/início de Janeiro.
É quando recuo no cenário para ver o aspecto global da questão. Tiro as minhas notas, as minhas conclusões, risco objectivos cumpridos, traço novos objectivos e novos caminhos. Para este fim de ano a coisa vai ser um pouco diferente. A verdade é que mudei muito neste ano e, com isso, veio uma nova consciência, uma nova mentalidade, uma nova realidade. Por isso, tudo vai ser considerado de modo diferente, mais prático, mais funcional, mais natural, mais ecológico, a pensar mais em mim, em nós, na nossa felicidade e na nossa saúde física e mental.
Tenho já mais ou menos escrito ao pormenor os passos para conseguir concretizar estes objectivos, mas as linhas gerais são estas:

  • Alimentação crúdivegana
  • Meditação Mindfulness diária
  • Cuidar do corpo
  • Tornar a casa mais minimalista, zen e confortável
  • Tornar a casa mais montessoriana
  • Reduzir o orçamento mensal para as compras
  • Colocar a empresa a funcionar a 100%

Nada é impossível, nada tem um objectivo quantitativo (é tudo relativo, desde que seja um pouco mais que o ano anterior, já será uma conquista), nada impõe muita pressão. Ainda assim, vou imprimir os passos que escrevi e pendurar no escritório, para poder ver rapidamente a qualquer hora do dia, e vou deixar aqui na barra lateral, para me ir lembrando e ajudando a focar. Vou também partilhando convosco os sucessos e insucessos, porque este blog é isso mesmo, sobre o meu percurso nesta nova fase da minha vida, uma fase em que me começo a sentir mais consciente de tudo, de mim, do Mundo, do Cosmos. Como sou um bocado ansiosa, não consigo esperar pelo dia 1 para começar a pôr os planos em acção, por isso já comecei algumas coisas (acho que assim até é mais natural e a pressão diminuí muito). Fazendo um ponto da situação:

Alimentação crúdivegana - como o verão foi horrível, perdi a maior parte do trabalho que tinha feito, tive que voltar à fase da transição de novo. Neste momento a minha alimentação consta do seguinte: alguma fruta (embora pouca), vegetais, arroz e massas (ainda com glúten, vou passar agora a usar sem glúten), frutos secos, algum pão de vez em quando e ainda consumi iogurtes e queijos algumas vezes, mas já há uns 4 dias que não consumo nenhum deles. Quando deixar definitivamente o pão, lacticínios e glúten, passo às refeições crúas. Estou, portanto neste momento, com sinais de detox.
Meditação Mindfulness diária - comecei à dois dias, com o maridão, antes de ir para a cama relaxamos com a ajuda de uma aplicação que nos está a guiar. Mas preciso de outra fonte melhor, aquilo só tem 10 sessões e sinto que é muito leviano, pouco explorado, mesmo sendo para um newbie.
Cuidar do corpo - voltei a fazer a esfoliação corporal com bicarbonato e vou começar hoje a fazer o oil pulling.
Tornar a casa mais minimalista, zen e confortável - bem, aqui ainda não fiz quase nada. Comprei umas velas, uns incensos e comecei a olhar à volta e a pensar bem nas coisas, para depois fazer uma lista com as coisas da casa que são para manter, guardar em caixas e vender/trocar/doar. Acho que faço a lista ainda hoje.
Casa montessoriana -nada de novo nos últimos dias. O móvel que era para vir para a cozinha já não virá. É demasiado pesado para subir com aquilo às costas, sem elevador.
Orçamento mensal para compras - bem, nos últimos meses alterámos o modo como fazemos as compras do mês no supermercado e as coisas têm melhorado bastante.
Empresa a funcionar a 100% - ainda não está. Ficou um bocado parada porque, felizmente, apareceu trabalho e projectos, e está em segundo plano na esfera profissional. Assim que for possível, retomamos.

14 de dezembro de 2015

Eu acredito




I am a believer.
Acredito em muitas coisas. Acredito nas pessoas, mesmo a mais malvada alma pode fazer um gesto de pura bondade em vida, e esse gesto conta tanto quanto os de quem fez o bem a vida toda. Acredito, portanto, no Bem, não o divino, mas O Bem (é-me difícil explicá-lo, pois, para mim, é como um sentimento). Acredito na Natureza, que tem um eco-sistema maravilhoso e os seus próprios truques para  se desenvolver (inc. regulação das populações). Acredito na experiência, o nosso maior e melhor factor de aprendizagem, desenvolvimento, conhecimento e descoberta. Acredito na partilha, o segundo factor, que nos permite adquirir muitas vantagens do primeiro factor dos outros. Acredito numa educação focada em cada indivíduo, como Maria Montessori sugere, pois é a que tem mostrado melhores "resultados" dos seus alunos, enquanto Pessoas.
Acredito em muitas mais coisas (alimentação alcalina, espíritos,  pedras, extraterrestres, etc), e também acredito muito em pessoas assim, com projectos assim. Fico mesmo feliz, juro que quase que choro, ao ver como, contrariamente ao que dizem, afinal, as coisas importantes mudam mais para o lado bom... E ganham raízes grandes e fortes.
Fico com o coração em Paz, ao ver que caminhamos para na direcção da consciência plena, para o Bem.



Eu acredito: nas Pessoas, no Bem, no Mundo, em Ti.
E tu, acreditas?

27 de novembro de 2015

Lavagem da roupa sem químicos

Quando ouvi falar nas nozes de saponária fiquei maravilhada. Diziam que havia um fruto, cuja casca seca lavava a roupa tal e qual um detergente industrial! Fui logo ver o que era isso…


As nozes de saponária (sapindus mukorossis) são uma alternativa natural, económica e ecológica aos detergentes convencionais. Cresce nas árvores, é-lhe retirado o caroço, é seca e depois é embalada. E é este o tratamento que leva! 500gr dá para aproximadamente 200 lavagens e com as nozes podem-se fazer ainda outros detergentes: para a máquina da louça, para as superfícies da casa, para a louça, para as mãos, etc.

A verdade é que lava tão bem quanto qualquer outro detergente, faz imensa espuma, não precisa de amaciador e pode-se perfumar (ou não) a roupa a gosto do freguês. Gosto de juntar umas 6 gotas de óleo essencial de lavanda no saquinho, mas mesmo sem óleo nenhum a roupa fica com aquele cheiro a lavado, sem perfumes, ideal para recém-nascidos.

Eu comprei aqui, é super rápido a chegar e traz: um saquinho pequeno, o saco onde vêm armazenadas, um folheto com informações e receitas de detergentes e ainda trazia um saco com alça ecológico da loja (útil para uma pequena ida às compras ou para a praia).

15 de novembro de 2015

É só para quem não vê com o coração



Adora esta nova onda, este novo movimento, este novo sentimento que anda pelos quatro ventos!
Dizem que o Mundo está pior, que as pessoas estão mais egoístas, mais egocêntricas, mais carreiristas, mais apáticas, mais desumanas, mais industrializadas e segmentadas, mas eu olho e vejo: vejo as pessoas a ligarem cada vez mais à Terra, vejo as pessoas a preocuparem-se com o percurso de cada alimento que ingerem, vejo os novos artesãos (damm how I love them!!!) a perderem o medo e a retomarem profissões tão dignas e honradas como a ceramista, por exemplo; vejo as pessoas a passarem por cima do consumismo e a escolherem cada vez mais lojas de artigos usados e antiguidades, vejo um novo equilíbrio entre a tecnologia e a Natureza, vejo uma nova forma de ser feliz e equilibrado.
Dizem que isto está mau, mas eu acho que é só para quem não vê com o ♡.
Be Free. Be You. Be Happy. ♡

6 de novembro de 2015

Porquê Montessori?

Desde que começámos a implementar o método Montessori em casa que temos tido resultados muito bons. A concentração dele aumentou, a curiosidade também, a autonomia e a auto-confiança também aumentaram. Quando comecei a ler (por acaso) sobre Maria Montessori achei que tinha encontrado o pote de Ouro! Durante toda a minha adolescência dizia: "quando eu tiver a possibilidade de filtrar as disciplinas de estudo conforme os meus interesses, as minhas notas subirão". E assim foi. As disciplinas de maior interesse tinham sempre melhores notas, mas a média, conforme subia mais um degrau no percurso escolar, subia.
Já à muito tempo que dizia: "se pudesse ter escolhido estudar certos temas noutra altura, não só tinha aprendido melhor a matéria, como, muito provavelmente, teria investigado mais e aprendido mais matéria". Hoje, gostava muito de ainda saber matérias que eu sei que estudámos, mas que simplesmente "colei com cuspo" para o teste e depois apaguei da memória".
Mais, quando me encontrei sozinha numa casa, longe dos meus amigos e da minha família percebi. Percebi que nunca tinha sido preparada para a vida. A minha mãe passava a vida a queixar-se que ninguém a ajudava, mas eu nunca soube sequer como a ajudar! Não me lembro de ela me vir ensinar a pôr uma máquina de roupa a lavar, a estender uma blusa, a limpar a casa, a fazer comida (nem arroz sabia fazer!), a passar uma blusa a ferro, ou simplesmente a fazer compras e organizar a mesada. Tudo o que sei hoje, ou foi devido a pesquisas na net, ou foi a minha sogra que me ensinou.
Por tudo isto, quando li o que era o método, soube logo ali que era o que queria para o meu filho. Do pouco que já implementámos, temos tido alguns sucessos e, ao explicar a um familiar próximo (que é daquelas pessoas que nunca dá um elogio a ninguém e que acha que só essa pessoa é que sabe tudo, sobre tudo) um exemplo desses sucessos, ouvi um elogio. Fiquei muito contente e com mais motivação! E para melhorar mais as coisas, em breve vamos ter um armário da avó na cozinha, para guardar o material dele e ter um espaço à altura dele para a sua água, fruta, snacks o que mais for preciso. Para além de poupar dinheiro, levamos um artigo com valor sentimental, tal como a plantinha que está no quarto dele, que já vem do tempo do seu bisavô. ♡

18 de outubro de 2015

Batido: Laranja & Papaia


Era de manhã, bem cedo, o meu cérebro ainda dormia*, já o pequenino nem por isso.
Dei-lhe o pequeno-almoço e num estalar de dedos fiquei cheia de fome. Andava com este sumo na memória desde que provei a combinação num café. Nunca gostei muito de papaia, mas nesta mistura fica perfeita! Era simples e fácil de fazer, por isso era uma boa opção para aquela hora. Fiz cerca de meio litro de sumo, enquanto o piolho "lia" as suas histórias.

Não tem nada que saber e, com certeza, já meio mundo a experimentou, mas convido a quem não gostar muito de papaia, ou mesmo de citrinos, a experimentar.

Batido de laranja e papaia:

  • 3 laranjas
  • 1/2 papaia
Espremer as laranjas e bater o sumo junto com a papaia.



*Nota-se pela escolha do fundo, não? ;)

10 de outubro de 2015

Montessori em casa

A plantinha que está no quarto dele. Esta é especial, veio da casa da avó, mas é descendente da planta do bisavô (ou trisavô, já não me lembro bem).

Quando descobri o método Montessori fiquei apaixonada! Mais do que tudo o que prometia de maravilhoso para as crianças, o que me fez dar mesmo o clique foi o facto de ser a verbalização, o escrito, o estudado, o confirmado cientificamente, de que, tudo o que eu dizia na minha infância e adolescência sobre a escola, afinal, era uma verdade e tinha um nome: Montessori. Quanto mais lia, mais lacunas eu sentia que ficavam preenchidas. Sei, sem qualquer dúvida, que se tivesse tido uma educação Montessori hoje sentia-me mais completa, mais feliz. Por isso decidi fazer o que estava ao meu alcance para dar essa experiência ao meu filho, e aos poucos a nossa casa não só parece, mas está a tornar-se mais montessoriana.
Primeiro arranjei algum material para fazer actividades (2 tabuleiros de madeira, 1 taça de madeira, uns números de madeira, ponpons e uma cuvete de gelo que andava em casa) e começámos a festa! O que ele mais gosta continua a ser passar massas ou feijões de uma taça para outra... com as mãos! E despejar directamente de uma taça para outra.
Depois (finalmente!) encontrámos uma estante! E comecei a encher com as actividades que tinha e com os brinquedos menos distractivos que tínhamos em casa. Aos poucos temos ido substituindo os brinquedos de plástico por brinquedos de madeira e actividades e a coisa vai-se compondo.
Tenho sentido muitas mudanças no comportamento dele. Para começar já se consegue concentrar melhor no que está a fazer (já chegou a passar meia hora a trabalhar as massas), nota-se uma atitude mais madura, mais curioso, com vontade de experimentar coisas novas, e está a ficar muito arrumadinho.

24 de setembro de 2015

Novas oportunidades, nova vida



Durante a vida temos várias oportunidades, umas mais óbvias, outras mais discretas, mas todas igualmente válidas e importantes.
Antes do meu filho nascer havia um mundo que eu desconhecia, na verdade eram dois mundos, e que agora parecem tão óbvios, que me pergunto por que não os vi antes. Por que é que algumas pessoas conseguem chegar a um estado mais depressa que outras, porque conseguem ter a consciência e a clareza para ver as coisas de forma tão transparente, enquanto outros estão completamente cegos pelo estilo de vida contemporâneo e citadino? Não sei. O que eu sei é que o meu filho trouxe-me essa consciência, essa clareza, e desde então, as nossas escolhas têm sido diferentes, graduais, mas diferentes no ponto de vista geral. Caminhamos noutro sentido agora. Num sentido onde encontro mais paz, calma, realização pessoal e onde sinto uma maravilhosa sensação de felicidade. A felicidade faz-se no caminho, não na meta, e em cada passo que dou sinto essa verdade, mas nem sempre. Nem tudo são rosas e há muitos espinhos pelo caminho, mas o que não nos mata, faz-nos mais fortes e às vezes só precisamos de recuar, ver o cenário geral e respirar fundo, afinal…

"O Sol nasce sempre amanhã" (e pode estar mais radiante que o de hoje)!