29 de fevereiro de 2016

Primeira semana de Fusão


Fim-de-semana. Lá fora chovia a cântaros. O frio reinava e nem dentro de casa escapávamos à fúria do tempo. Era dia de voltar a avaliar a nossa viagem na exploração inspirada em Reggio Emilia. Estávamos a seguir esta lista e a coisa não estava a correr nada mal.

Dia 1 - Tínhamos sido apresentados ao "plano";
Dia 2 - Esta já estava mais ou menos feita. Pouco tempo antes desta série, já tinha dado uma volta aos brinquedos e retirado os que já não lhe interessavam. Foi, portanto, altura de passar uma segunda volta e guardar tudo o que não estava a ser usado na altura e substituído por material que pudesse ser mais estimulante na fase actual. A organização do material arrumado é que estava mais complicado. Não haviam caixas que chegassem nem lugar para as arrumar. Isto iria requer um ponto extra: organizar e destralhar todos os roupeiros da casa, de modo a tentar arranjar espaço para guardar as caixas.
Dia 3 - Melhou. Não ficou bem feitinho, porque precisa de coisas que não encontro e outras para as quais não há orçamento neste momento. Com tempo vai lá, mas parece-me que está melhor agora. Mais simples, mais agradável, mais intuitivo, mais inspirador.
Dia 4 - Isto já estava feito há milhares de anos! O rapaz agora só quer saber de letras e números. Tornou-se mesmo uma "obcessão", ao ponto de mal comer ou dormir para ir trabalhar nas letras e números. O trabalho tem sido feito precisamente no sentido inverso: mostrar-lhe que, não só há outras actividades com letras e números que podem, e devem, ser feitas de outro modo, como também mostrar e incentivar ao trabalho em outras áreas. Outros temas de interesse recentes são os carros e culinária. Vamos abordar mais estes em breve.
Dia 5 - Descansámos e brincámos.
Dia 6 - Também descansámos e brincámos ainda mais.


No fim da semana sentia que não tinha feito nada de significativo, em relação ao que já estava feito e que fazia habitualmente, achava que o que tinha mudado mais tinha sido mesmo a minha maneira de pensar, de ver as coisas e as actividades e de as preparar. Foi nesta altura que comecei a deixar dicas de outros temas para ver se lhe interessavam e se os poderíamos começar a explorar, como tinha sido o caso da caixa da Natureza, da qual falaria mais tarde.

26 de fevereiro de 2016

6 benefícios da Canela e a nossa experiência




A canela é uma pequena árvore, com cerca de 10-15cm, natural do Sri Lanka. As suas flores nascem em maços, são esverdeadas e têm um odor característico e a sua fruta, arroxeada, produz apenas uma única semente. A especiaria é retirada da parte interior do tronco da árvore e é vendida como pau, ou em pó, sendo também feito o óleo essencial de canela.
As suas propriedades antioxidantes, antibacterianas e anti-viriais fazem da canela um excelente aliado na prevenção e combate a várias condições no nosso corpo. Sendo algumas delas as seguintes:
  1. Tem propriedade anti-fúngicas, anti-parasíticas e anti-bacterianas fortes, sendo por isso usada no combate à candidíase vaginal, candidase oral, úlceras de estômago, entre outros;
  2. É uma boa fonte de fibras, manganês, ferro e cálcio;
  3. Ajuda a memória;
  4. Tem efeito termogénico, aumentando a temperatura do corpo;
  5. Combate os radicais livres, prevenindo o envelhecimento precoce e enfraquecimento de cabelo;
  6. Sendo anti-inflamatória ajuda nos casos de inflamação, diminuindo a dor;
Há mais benefícios para além destes, basta pesquisar um bocadinho e experimentá-la para os descobrir.
Pode ser consumida crúa ou cozinhada e usada em óleo essencial, em incenso ou deixada em pau numa taça para espalhar as suas propriedades e benefícios pela divisão, aumentando também as boas energias.






A nossa experiência:
A nossa experiência é relativamente reduzida, dado que a consumimos regularmente à pouco tempo (cerca de meio ano), mas o que posso dizer é isto: desde que o pequenino (com 3 anos) começou a consumir 1 colher de café de canela diariamente, que raramente apanha gripes e constipações*, da mesma forma que raramente fica com o nariz congestionado, a pingar, com tosse ou qualquer outra maleita típica do Inverno. Este Inverno, até agora, fez duas vezes febre, quando no ano passado fazia cerca de uma semana e meia a duas semanas por mês.

Resumindo, a canela tem-nos ajudado a prevenir gripes, constipações, congestionamento nasal, o "pingo" e tosse.




*e nestes casos temos outro aliado fortíssimo, de que falarei noutro post.

Imagem:

22 de fevereiro de 2016

Uma fusão



Era domingo. O rapaz dormia tranquilamente, enquanto eu estava refastelada no meu maravilhoso sofá quando dei um passo atrás, mentalmente, e avaliei a vida e a educação do meu filho. Sabia bem o que queria, mas às vezes é difícil encontrar o caminho certo, as coisas não correm como pensamos ou planeamos e temos que repensar, reajustar ou mesmo mudar por completo o nosso caminho. Desde que a conhecia que adorava a Maria Montessori e o seu método. Tinham sido maravilhosos na nossa vida e, principalmente, na vida do meu rapaz. Sabia que o nosso-seu caminho passaria por aqui, sempre, mas ao avaliar a sua vida e a sua educação pensei que pudesse beneficiar muito se juntássemos à equação a abordagem inspirada em Reggio Emilia. A exploração do meio e dos objectos era extremamente atractiva! A exploração da luz, das cores e dos reflexos, diferentes materiais para descobrir conceitos e aquela cóceguinha que ainda não consigo explicar, mas que me lembrava sempre um artista no seu atelier, rodeado de materiais, inspiração, ideias, memórias e vida. Achava que deveria ser muito gratificante para uma criança explorar tudo isto (ou não tivesse eu uma, ou duas, costelas artísticas). Por isso, a proposta estava feita: juntaria um pouco da abordagem inspirada em Reggio Emilia cá em casa para ver os resultados.
Como não estava à vontade com a abordagem (que era muito flexível, sendo diferente de zona para zona, baseando-se no meio e espaço em que a escola se inseria), procurei alguma orientação e passado pouco tempo já tinha encontrado esta lista, bem como eu gostava, e tinha decidido pôr em prática. Sabia, no entanto, que iria demorar mais do que os 30 dias prometidos, pois teria que arranjar material que não é fácil arranjar de um dia para o outro (pelo menos na nossa zona), mas o desafio estava aceite e iria levá-lo até ao fim! Pelo rapaz!
E assim tinha começado a nossa fusão de Maria Montessori & Reggio Emilia I.A., um dia de cada vez.


Estava também decidido que haveria de partilhar esta mudança/evolução no blog, embora ainda não soubesse com que frequência. Diária? Semanal? Apenas quando houvesse mudanças significativas e visíveis para mostrar?

19 de fevereiro de 2016

"Montessori em Família - Conversa com Raquel Sofia" || No Taqui



Estive à conversa com a Diana do Taqui sobre como a nossa vida mudou cá em casa e o nosso percurso, desde que conhecemos o método Montessori.
Vejam aqui o resultado! 

12 de fevereiro de 2016

Actividade Montessori: Transferência de massinhas



Uma das primeiras actividades que fizémos em casa foi a transferência de massas. Inicialmente a ideia era usar uma colher, mas como ele não sabia usá-la experimentou com as mãos e, para além de ser mais estimulante era também muito mais fácil!
No início é normal que haja massa espalhada pela casa, que coma massa crua, que atire massa para todo o lado, que despeje a massa para o chão e até que espalhe a massa que jogou para o chão pela casa toda. Com o tempo, a insistência e a demonstração o que passa a acontecer é o oposto. Para além de trazer o tabuleiro quando quer fazer a actividade, no fim guarda-a no lugar. Já não há massas no chão nem na boca, quando as massas caiem fora ele apanha-as.




Para esta actividade a preparação é muito simples. Num tabuleiro colocam-se duas taças, uma vazia, outra com massinhas, e depois transfere-se de um recipiente para o outro. E isto pode-se fazer de várias maneiras: com uma colher, com uma pinça, com uma palhinha, com a mão ou com qualquer outro objecto que sirva o efeito. No fim guarda-se o tabuleiro, fazendo sempre tudo muito calmamente e em silêncio.