21 de abril de 2016

Tempos de mudança

Estes últimos meses foram difíceis, duros, dolorosos, desmoralizantes, desafiantes, de perdas, de descontrolos, de pontos finais… Aumentei para 3 o número de problemas na coluna. Desta vez dizem que não tem cura, não tem tratamento nem há operação que me valha, mas eu não acredito. Nada na vida é certo, nada é finito. E eu vou provar que há sempre algo a fazer! Mas também houve coisas boas. Este foi, também, o tempo das lições, do aceitar, do entender, de um folgo novo, de esperanças novas, de novos caminhos, de novas dinâmicas, de novas experiências, de aproximações, de amor, de Família...
Foi, portanto, um tempo muito agitado, intenso e de pouca tranquilidade. Foi um tempo de ausência e pouca paciência para a vida social

Senti, pela primeira vez, com consciência, o impacto do estado emocional na alimentação. Posso dizer que senti mesmo um grande bloqueio emocional que, por muito que tentasse, acabava sempre por me levar por maus caminhos alimentares [e não só]. Cometi imensos erros alimentares, conscientes, mas a verdade é que, com tanta dor que sentia, só queria encontrar algum controlo. Como podem perceber, o guia que estava a seguir para fazer a fusão entre Montessori e Reggio Emilia ficou completamente devastado. Refugiei-me muitas vezes nas actividades criadas pelo júnior e nos brinquedos [e aqui me confesso, o tablet e a tv foram nossos grandes amigos].

Mas, como não podemos deixar-nos levar pela negatividade da vida, no fim, foi também tempo de mudar. Mudar a maneira como abordava e enfrentava a alimentação, mudar a maneira como encarava certas obrigações, responsabilidades e necessidades, mudar um pouco mais o modo de vida. Programar mais, preparar antecipadamente [deixar alguns medos de lado e aceitar o menor dos males], stressar menos, recear menos. Uma das coisas que está programada começar a fazer assim que terminar o trabalho que estamos a fazer neste momento é deixar sumos feitos logo pela manhã, para o dia todo. Garantir ingestão de frutas e vegetais, mesmo que com uma percentagem de micro-nutrientes inferior, é uma das prioridades. Outra coisa que descobri recentemente, e que já comecei a fazer, é destralhar a casa com o método da Marie Kondo (que adorei!). O roupeiro e a cómoda do quarto já ficaram com outra cara.




É verdade que ainda falta muita roupa (uma pessoa nem se apercebe que tem imensa roupa até fazer estas limpezas), mas já dá outro aspecto, e já fico menos enervada e ansiosa de olhar para o roupeiro e as gavetas. E… Verdade seja dita, a minha atitude perante a roupa também mudou. A seguir será a vez do resto da roupa que está espalhada pelo resto da casa e depois passo às próximas fases do método da KonMarie. Noutro post falarei melhor sobre o seu método.

Agora que a alma já acalmou é tempo de voltar a dedicar-me à nossa alimentação, à nossa saúde, à nossa casa, à nossa mente, a nós e ao nosso bem-estar.

2 comentários:

  1. Fico feliz por ler o progresso de mais pessoas!
    Parabéns!

    Sophie.

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    1. É um progresso muito lentinho, mas devagar se vai ao longe…
      Grata. Beijinho *

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